Liderança em contexto remoto

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Entrevista ao consultor Paulo Azedo

16 julho, 2020

Opinião

A importância de ter um hobby depois do trabalho.

“Temos de começar a interiorizar a filosofia de que o trabalho e os seus problemas são para se discutir no trabalho e nada mais do que isso, e que os problemas que advém daí, não devem prosseguir para o nosso lar.”

06 julho, 2020
A importância de ter um hobby depois do trabalho.

Nestes tempos conturbados, em que vivemos da constante pressão das várias áreas da nossa sociedade, fica extremamente difícil, para cada um de nós, conviver de uma forma psicologicamente saudável, a seguir aos nossos empregos.

Seja qual for a área profissional em causa, qualquer pessoa sente a pressão e o stress do trabalho com que lida diariamente. É certo que nem todas as pessoas sentem da mesma forma este tipo de pressão e preocupações, mas o que é certo, é que cada um de nós a vivencia. E se não se ponderar esta questão da pressão e do stress no trabalho, com uma visão séria, poderão ocorrer problemas pessoais no decorrer deste tópico.

É relevante referir que, se esta questão do stress e pressão laboral não for gerida correctamente, surgirão consequências disso mesmo. Erros ao nível comportamental, que podem levar pessoas a cometer acidentes e erros constantes; erros nos mais variados processos de decisão, que é necessário tomar no negócio em causa; dificuldades em manter a concentração, baixando assim a produtividade e sentindo um impacto real no trabalho onde se insere. E, por isso, temos mesmo de levar esta questão com seriedade para o bem de todos nós, da nossa saúde mental e claro, de todos os que estão no nosso círculo, a conviver e a lidar com os nossos problemas.

Temos de encarar que a nossa vida profissional não deve afectar tanto a vida pessoal da forma que afecta. Temos de começar a interiorizar a filosofia de que o trabalho, e os seus problemas, são para se discutir no trabalho e nada mais do que isso, e que os problemas que advém daí não devem prosseguir para o nosso lar. O problema de levar este tipo de questões, relacionadas com o trabalho, para casa, não é só prejudicial para nós próprios, mas também para as pessoas que convivem connosco e que indirectamente têm de conviver com estes nossos problemas.

E é aqui que entra a questão essencial, que na minha opinião deve ser cada vez mais discutida, e levada mais a sério, que é o facto de todos devermos ter o chamado passatempo, ou usando a expressão inglesa, hobby, no nosso dia-a-dia. Assim, quando finalizamos o nosso dia de trabalho, temos algo que nos faça “desligar” o interruptor da preocupação, que nos faça “esquecer” dos problemas que lidamos durante o nosso horário laboral.

Actualmente dispomos de diversas formas que nos podem ajudar a abstrair dos nossos problemas. Aliás, em bom rigor, sempre tivemos este tipo de “ferramentas” à nossa disposição, temos é por hábito não as valorizar como devíamos.  Hobbies dos mais variados conceitos, para todas as idades e gostos pessoais. Hobbies que vão desde o desporto, ao enriquecimento pessoal, a nível cultural e intelectual. Quem é que não gosta de fazer o seu exercício físico no ginásio, ou corrida, ou natação? Já para não falar de outros passatempos que nos fazem abstrair de outras formas. Quem é que não gosta dessas formas que nos fazem sonhar e viajar para outras dimensões, como por exemplo o caso da leitura de um bom livro, ou do visionamento de um filme ou série, ou até mesmo experienciar um bom videojogo? E também não esquecer do tempo que passamos com quem mais amamos, pois é também com esse tempo de qualidade que nos revitalizamos, para a nossa luta do dia-a-dia no trabalho.

 

“Todos nós temos de cultivar a ideia de preservarmos a nossa saúde mental, por isso devemos aproveitar ao máximo o tempo que temos e não o desperdiçar com questões que só “atrapalham” o nosso psicológico”

 

É imperativo preocuparmo-nos com a nossa saúde mental e é importante saber que existem ajudas para além das convencionais e das referidas aqui, e que não há motivo para se sentir vergonha da necessidade de pedir ajuda. Todos nós temos de cultivar a ideia de preservarmos a nossa saúde mental, seja para o nosso bem, seja para o bem dos que nos rodeiam e claro, para a própria entidade empregadora.

Por isso, devemos aproveitar ao máximo o tempo que temos e não o desperdiçar com questões que só “atrapalham” o nosso psicológico. Para o bem de todos nós, temos então de nos agarrar a algo, a algum hobby ou hobbies, para que os problemas que vamos enfrentando no trabalho fiquem onde merecem ficar e não afectem assim a nossa vida pessoal. Portanto, em jeito de conclusão sobre o tema, temos rapidamente de interiorizar esta questão, sobre o stress e a pressão do mundo de trabalho, para não ter um efeito tão devastador e ser possível encontrar alternativas para lidar e nos abstrairmos disso mesmo - os tais passatempos/hobbies/distrações - para o nosso próprio bem. Foco, perseverança e acima de tudo inteligência/gestão emocional são todos eles conceitos que todos nós, que somos afectados por esta pressão constante, devíamos seguir e colocar em prática!

 

José Guia, 03 de julho de 2020

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