Smart Consulting Brand Icon Smart Consulting Brand Logo
Smart Care: responsabilidade social

12 março, 2018

Inaugurámos o nosso escritório no Porto!

10 abril, 2017

Media

O ensino não acompanhou o mercado de tecnologias

O nosso CEO, Rui Neves, deu este mês uma entrevista ao Jornal de Negócios, onde fala sobre a nossa Academia de Trainees e sobre aquele que considera ser o seu maior desafio no sector das TI.

12 julho, 2016
O ensino não acompanhou o mercado de tecnologias

[Jornal de Negócios] Qual a lógica por trás desta iniciativa da academia de "trainees" [estagiários] de gestão?
[Rui Neves] Esta é já a segunda edição [de 2016] e visa fundamentalmente reforçar a área de gestão da empresa, com pessoas que vão ocupar cargos na área de marketing, recursos humanos e de gestão, etc.

[JN] E o que é que acontece quando acaba a academia?
[RN] As pessoas cumprem um programa de formação, neste caso de integração, que são cerca de seis semanas, pelo menos. Há uma recepção de boas-vindas, há formação teórica, formação prática, eventos a pensar na inclusão das pessoas dentro da estrutura. 

[JN] E como chegaram à conclusão que fazia sentido este tipo de iniciativa?
[RN] A nossa estratégia nunca passou por ir contratar pessoas mais seniores à concorrência. Temos uma matriz muito própria, o nosso "modus operandi" é muito particular no bem-estar das pessoas e maneira de trabalhar. E achámos que esta era a melhor maneira, ir buscar pessoas recém-licenciadas com relativa pouca experiência, que tenham potencial, margem de evolução e progressão e que queiram trabalhar e aprender. 

Director entrou em 2014  
Rui Neves entrou para a Smart Consulting em 2014, depois de ter passado por outra empresa do sector. Licenciado em Gestão, na Escola Superior de Gestão de Tomar, começou por trabalhar num hospital, mas rapidamente se tornou consultor de TI. Natural de Águeda, com 32 anos, quando não está a trabalhar joga futebol com os amigos e vai ao cinema.

[JN] O que é que aprendeu em termos de gestão com esta iniciativa?
[RN] Acaba por ser mais fácil formatar as pessoas para aquilo que nós pretendemos e tirar o melhor delas. Temos uma lógica muito de liberdade e responsabilidade. As primeiras semanas na empresa são para passar os valores, a dinâmica. E acho que foi a grande conclusão que tiramos por perceber que é mais fácil contratar pessoas juniores e integrá-las em empresa, acompanhá-las, formá-las e fazer com elas um percurso do que estar a contratar pessoas mais seniores em que a inclusão no grupo é mais difícil. 

[JN] Que dicas é que deixaria às pessoas para entrarem neste processo?
[RN] Alguém não muito dado a formalismos, algum gosto pelo sector de atividade, espírito empreendedor e querer fazer uma carreira no mundo dos negócios dedicado a esta área de engenharia de software e de comunicações. 

[JN] Acha que as empresas portuguesas estão sensibilizadas para um recrutamento deste tipo?
[RN] Cada vez mais se vê empresas com uma dimensão superior à nossa a apostarem neste tipo de iniciativas. A Jerónimo Martins já faz isto há algum tempo também. Cada vez mais é uma realidade. 

[JN] E têm trabalhado com as universidades?
[RN] Fizemos um périplo por algumas faculdades, nomeadamente em Lisboa para vender a iniciativa e isso aproxima o meio académico do empresarial. Sobretudo depois de Bolonha, em que a esmagadora maioria dos cursos não tem estágio obrigatório, podendo após esse período a pessoa ficar ou não, acho que este tipo de iniciativas tem um grande valor acrescentado. 

[JN] Quais os principais desafios da gestão nacional, neste momento? 
[RN] A contratação é o principal desafio com que me deparo na empresa. Temos muitos clientes e um conjunto de projetos com muita dimensão e há alguma dificuldade em chegar a um número suficiente de pessoas para fazer face a essa necessidade de resposta de projetos. É uma área de pleno emprego, muito concorrencial e agressiva e, sobretudo nas áreas de engenharia, há de facto uma carência muito grande de mão-de-obra e essa é uma das maiores entropias que temos ao crescimento. 

[JN] E como é que isso resolveria? Durante muitos anos houve críticas à existência de tantos cursos de Engenharia. 
[RN] Estamos a falar de Engenharia de Software, de Computador e Telemática, Telecomunicações. Se calhar formámos foi muitos engenheiros civis ou do ambiente. Eu acho que durante muito tempo não tínhamos o ensino secundário formatado para enviar pessoas para engenharia. Se calhar faz pouco sentido que na Clássica de Lisboa entrem por ano 500 advogados quando sabemos que o mercado não os vai escoar, mas não entram 500 engenheiros em Engenharia de Software. Não temos o ensino médio preparado para encaminhar pessoas para o profissional, para o politécnico, para uma escola de referência em engenharia. O mercado cresceu muito e o ensino não o acompanhou. Além disso, na altura da crise houve muita gente desta geração que saiu do país e essas pessoas fazem falta agora. 

Empresa "feliz" dá atenção especial ao recrutamento  
A Smart Consulting foi eleita uma das 10 empresas mais felizes de Portugal no ano passado e Rui Neves explicou que a empresa tem uma política de recursos humanos que sustenta esta distinção. A integração das pessoas logo no início ajuda a que vistam a camisola do projeto.

[JN] A Smart Consulting foi eleita uma das 10 empresas mais felizes de Portugal. Estas iniciativas também potenciam isso?
[RN] Eu acho que sim, porque, com isto, as pessoas conseguem-se integrar mais rapidamente dentro da empresa e isso ajuda. O facto de sermos uma empresa feliz não é só devido à academia, mas às práticas que temos de recursos humanos. Mas eu acho que a iniciativa ajuda, porque as pessoas quando entram para a empresa, e é o primeiro contacto do mundo empresarial, acabam por sentir que é muito como delas também. 

[JN] Como é que perceberam que o recrutamento precisava de uma atenção especial?
[RN] A academia teve origem numa necessidade de duplicarmos a nossa equipa de engenharia. Com isso, houve necessidade constante de reforçar a equipa de gestão, para acompanhar. A proximidade do meio académico é fruto da necessidade que temos de contratar pessoas para os nossos projetos.

[JN] Os serviços do Estado também ganhariam com isto?
[RN] Acredito que sim, mas o Estado não está a contratar nesta fase. Não temos a administração do Estado muito talhada para este tipo de recrutamento. 

[JN] Quantas pessoas trabalham na empresa? 
[RN] Somos quase 130 pessoas. No ano passado fizemos uma academia com sete escolhidos, e este ano vamos fazer uma com maior dimensão. Com cerca de 12 pessoas, um número razoável. Mais que isso, é difícil de gerir, e não queremos uma estrutura muito grande.

 

In Jornal de Negócios

Newsletter Smart

Queres saber mais sobre a Smart? Subscreve a nossa newsletter!
Novidades, Eventos, Oportunidades e muito mais.