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Opinião

Desigualdade de género no mundo IT

A discussão relativamente ao papel das mulheres no mundo do trabalho está cada vez mais presente e estende-se a  vários setores. O das Tecnologias de Infomação não é uma exceção. Na verdade, é um dos que gera mais polémica, sendo muitas vezes descrito como masculino. 

21 dezembro, 2018
Desigualdade de género no mundo IT, Mulheres no mundo das tecnologias

Opiniões à parte, também os números suplantam esta afirmação. 

De acordo com o Eurostat, de um universo de 1,3 milhões de pessoas inscritas em cursos relacionados com a área das tecnologias na União Europeia, em 2016 apenas 17% eram mulheres. Também em Portugal, as menos de  4 mil estudantes portuguesas de tecnologia contrastam com os mais de 26 mil estudantes do sexo masculino. Como consequência desta discrepância, segundo o relatório “Estado da Tecnologia Europeia 2018”, 46% das mulheres dizem terem sido alvo de discriminação nas empresas tecnológicas europeias. 

A Ana Sofia, Smartie Developer de Angular e SASS, nunca sentiu que tivesse menos oportunidades profissionais por ser mulher, mas confessa que os homens com quem trabalha se revelam surpreendidos ao ver uma mulher a fazer aquele tipo de trabalho. No entanto, é para todos uma “agradável surpresa”, não havendo nenhum que ponha em causa a qualidade do que faz. Na verdade, gostam de trabalhar com “uma pessoa que pensa de outra forma”. 

Para a Inês, Smartie Tester, “as mulheres, ao mínimo erro, são rotuladas negativamente, mas o inverso já não acontece”, uma vez que estão em minoria nesta área. Ao iniciar a sua carreira, sentia-se menos valorizada em comparação com homens que se encontravam nas mesmas circunstâncias. “Para ganhar credibilidade é preciso persistência, dado que o custo para estar em pé de igualdade é maior para as mulheres. “ Porém, considera que essa igualdade de géneros está a ser conquistada a pouco e pouco.

A Natália, Smartie .NET, sentiu desigualdade logo na faculdade, onde os seus colegas e os próprios professores a incentivavam a seguir a área da análise de requisitos, testes ou design. O mesmo acontecia em trabalhos de grupo, onde lhe designavam sempre as funções de testes. No seu primeiro emprego, o seu chefe não acreditava no seu potencial e mudou-a de equipa. Nesse nova equipa teve a oportunidade de trabalhar com homens que já tinham mais de 30 anos de experiência em programação e que lhe passaram muitos dos seus conhecimentos, chegando inclusive a lutar para que a Natália recebesse o mesmo salário que os restantes, ainda que isso nunca tenha chegado a acontecer. Ao fim de 4 anos, o chefe que a mudou de equipa acabou por lhe dar os parabéns e confessar que não esperava que fosse capaz de chegar tão longe. Porém, os desafios não terminam por aí. Cada vez que muda de equipa, “a primeira luta não é aprender o sistema e os padrões de projeto", mas provar o seu valor. Defende que a desigualdade de géneros afasta as mulheres da área, sendo que muitas delas nem chegam a colocar a hipótese de trabalhar em IT por ser vista como uma área masculina. “Às vezes podem ter muito talento e isso é desperdiçado pelo machismo impregnado nos colegas da área, professores e alunos”, afirma.

As experiências são distintas, variando consoante as empresas onde se trabalha e os colegas de cada equipa. Uma coisa é certa: na luta pela igualdade de géneros ainda há muito a fazer e é responsabilidade de cada empresa assegurar essa igualdade, tanto a nível salarial, como de oportunidades.

 

Por: Departamento de Marketing
Smart Consulting

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