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Do Cinema para o Código

De Lisboa para Londres e de Londres para Java, onde abandonou uma carreira de 14 anos em Cinema e TV. Já conheces a história do Nelson?   

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De facto, em JAVA se está mesmo muito bem. Na realidade, nunca fui mas conheço algumas pessoas que dizem que o surf na ilha de Java na Indonésia é bastante selvagem, primal. Para mim, o café é o que me faz viajar até essa ilha paradisíaca sem sair de casa. Mas claro está que viajar sem sair de casa sempre foi uma das minhas paixões, no entanto a minha vertente era mais provocar e guiar as pessoas nessas viagens fantásticas.

Desde sempre que o contar estórias era um vício meu, e encontrei no cinema e televisão um meio perfeito para me expressar. Foi de tal forma forte esta relação com este medium, que contra todas as sábias opiniões dos meus pares e familiares, decidi tirar uma Licenciatura em Produção de Cinema e Televisão. O curso foi uma experiência alucinante visto que em simultâneo colaborava (servir cafézinhos e enrolar cabos) em todas as produções que encontrava, e participava em todos os concursos de guionismo que encontrava. No final do curso todo esse trabalho recompensou quando fui convidado pela Academia de Cinema de Londres, a fazer uma residência de um ano, a aprender técnicas avançadas de produção cinematográfica no sistema inglês. Em 9 anos que fiquei a trabalhar em Londres, venci vários festivais de cinema incluindo um prémio no Short Film Corner do Festival de Cannes, produzi vários documentários, anúncios publicitários e videoclipes com lançamento mundial, mas houve um evento particular que iria transformar a minha vida.

Entre 2011 e 2013 tive o prazer de trabalhar na Apple Inc. em Londres. Durante este período aprendi bastante sobre a empresa, a cultura da empresa, mas foi um episódio especial que me marcou. Tive a honra de passar algum tempo em Cupertino na Califórnia a produzir um vídeo interno com o departamento de R&D da Apple, e fiquei absolutamente impressionado com a quantidade de coisas que aquela malta fazia com algumas linhas de código. Aquilo que criavam a partir do nada, a forma como pensavam, o detalhe com que trabalhavam marcou-me bastante. Assim que regressei a Londres fiz dois tutoriais, um de JavaScript e outro de Java. Achei super complicado mas muito aliciante o desafio.

Lá continuei eu a fazer Cinema e TV até que em 2015, e após umas semanas de férias em Lisboa, decidi que estava na altura de voltar às minhas origens. Uma decisão fácil, no entanto os problemas de empregabilidade em cinema no nosso país, levaram-me a tomar uma decisão que já levava algum tempo a pensar, deixar uma carreira de 14 anos em Cinema e TV para abraçar algo novo. Por isso decidi que quando voltasse seria para seguir programação.

Em 2017 fiz as provas de seleção para a Academia de Código, e lá entrei. Foram 4 meses de trabalho intenso, sem vida pessoal nem tempo para mais nada sem ser codar java 24/7. Aprendi muito e adorei toda a experiência. Encontrei no Java e no paradigma OOP (Object Oriented Programming) uma forma de criar, de transpôr ideias da cabeça para a realidade. Apenas um computador e eu. Senti que escrever código era muito próximo de contar uma estória, era uma forma de expressão que tinha descoberto. Expressar-me através de linhas de código pode até parecer estranho, mas é assim que vejo programação. A escolha de Java foi muito fácil, é uma das linguagens com maior procura no mercado e é uma linguagem que incorpora muito bem o OOP. Permite-me contar a tal estória de forma estruturada, no entanto caso necessite de mudar o final, o meio ou o início, posso fazê-lo sem estragar o resto da estória.

Hoje em dia sinto que mudei radicalmente a minha vida e não me arrependo nem um pouco. O cinema deu-me muito, experiências que jamais esquecerei e que formaram o meu caráter, no entanto sinto que fiz o que tinha a fazer nesta indústria. A programação permite-me explorar novos e desafiantes mares para, talvez no futuro, chegar à tal ilha paradisíaca de JAVA.

 

Por: Nelson
Smartie Java

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